“Transparente não é falar tudo, é falar certo.”

No SplitTalks 15, Gabriel (CEO da SplitC) conversa com Ana Cláudia Peixoto (gerente de Gente na Sólides) sobre RH Data Driven na prática, como tirar RH do “feeling” e colocar decisões em cima de dados, sem perder o “H” (humano).

Após recados (gravação, microfone aberto e agenda), Gabriel apresenta a SplitC como plataforma que automatiza cálculo de remuneração variável (200+ clientes; 10B+ já calculados; alto NPS; grande volume de acessos a dashboards). Ana apresenta a Sólides como uma suíte “tudo em um” para RH/DP, com diferencial de inteligência comportamental (Profiler), 35.000+ clientes, 8M+ vidas impactadas e ~978 funcionários na data citada. Ela reforça que RH deve falar de números desde o início e cita estudos/indicadores como redução de rotatividade e economia gerada.

Na enquete, o público aparece bem distribuído entre “nada data driven” até “avançado”, puxando o debate para a realidade: ser data driven não é só ter relatório, é usar métricas para orientar decisões relevantes (remuneração, performance, recrutamento, treinamento, rotatividade).

Ana explica que na Sólides muitas decisões são baseadas em dados, com acompanhamento frequente de: peso de folha, proporção fixo vs variável, adequação de RV ao mercado e ao contexto interno, turnover/rotatividade, SLA de recrutamento e ROI de treinamento. Ela enfatiza uma virada chave: política “desalinhada” é desalinhada com o negócio — não com o Google ou o mercado genérico. Benchmark ajuda, mas copiar sem contexto é erro.

Um caso forte: a Sólides revisou a política de variável do comercial várias vezes em poucos meses, ajustando a partir de dados como produtividade, performance por máquina de vendas, impacto no caixa e sustentabilidade da folha. Gabriel complementa com um caso SplitC: quando a política era “vendeu, ganhou”, algumas pessoas ganhavam bem mesmo longe da meta; a solução foi introduzir pesos e parte do variável atrelada a atingimento, além de aceleradores para evitar “segurar venda” para o mês seguinte.

Sobre transparência, Ana traz um ponto central: transparente não é “falar tudo”; é comunicar a verdade no formato certo, considerando maturidade e impacto. A mesma informação pode gerar pânico ou engajamento dependendo de como é comunicada. Ela defende “adulto tratado como adulto”: expectativas claras evitam frustração.

No bloco de métricas, Ana detalha:

  • Turnover tradicional (admissões + demissões /2, sobre headcount), mas ressalta que em empresa em hiper crescimento pode distorcer; por isso prefere taxa de desligamentos e separa voluntário vs involuntário.
  • Sugere olhar média dos últimos 12 meses (sazonalidade) antes de definir meta.
  • Receita por colaborador (preferindo receita líquida / headcount), com cuidado ao incluir estagiário/aprendiz.
  • Métricas de estrutura: pessoas em faixa da tabela salarial (80–120%), análise por geração/idade para leitura de preferências, e eNPS como fidelidade/pertencimento.

Fecham com convite para comunidade/WhatsApp e reforço: dados + contexto + comunicação = RH realmente estratégico.

FAQ

1. O que é “RH data driven” na prática?
Usar dados para decidir (remuneração, contratação, treinamento, desligamento), com metas, acompanhamento e ajustes conforme resultado.

2. Por que “turnover” pode enganar em hiper crescimento?
Porque admissões altas inflacionam o número. Muitas vezes faz mais sentido medir desligamentos (especialmente voluntários) e entender a tendência em 12 meses.

3. O que é transparência em remuneração?
A pessoa entender o jogo: critérios, metas, como calcula, por que muda. Transparência é verdade + contexto + forma de comunicar, não “abrir tudo” sem cuidado.