RV objetiva acelera resultados e reduz ruído interno.
No SplitTalks 11, a SplitC mostra que remuneração variável (RV) não precisa ficar restrita ao comercial e pode ser usada para incentivar comportamentos de curto prazo em várias áreas. A pergunta-chave não é “dá pra pagar RV nessa área?”, e sim “qual comportamento eu quero motivar que gere mais resultado?”. A maioria do público respondeu que, nas suas empresas, só o time comercial recebe RV, e isso serviu de gancho para explorar alternativas.
Ele começa organizando as fórmulas mais comuns. A mais simples é porcentagem vezes valor (comissão sobre venda, podendo variar por produto). Outra é atingimento de meta vezes salário, em que o “atingimento” pode ser composto por pesos (ex.: parte resultado, parte qualidade como NPS). Há também múltiplo vezes target: define-se um target fixo (quanto a empresa quer pagar ao bater meta) e aplica-se um múltiplo por faixas de atingimento; isso aumenta previsibilidade, mas pode criar teto e até incentivar a pessoa a “segurar” resultado quando já atingiu o limite. Por fim, quantidade vezes valor fixo, pagando um valor por ocorrência (ex.: por atendimento resolvido com nota alta).
Depois ele mostra exemplos por área para provar que dá para ser criativo, desde que seja mensurável. Em atendimento/sucesso do cliente/implementação, a própria SplitC usa incentivos baseados no tempo para o cliente perceber valor (“aha moment”), como rodar o cálculo automatizado e liberar dashboards. Quanto mais rápido a implementação (por exemplo, até 30 dias), maior o incentivo; conforme o prazo aumenta (45/60/90 dias), o valor cai. A lógica é acelerar satisfação, melhorar retenção e aumentar expansão.
Ele cita casos fora de tecnologia. Em operações como mecânica/funilaria, aparece pagamento por ordem de serviço (com variações por complexidade ou produtividade). Em restaurante, menciona um modelo em que funcionários ganham por ajudar a reportar itens prestes a acabar no estoque e outras necessidades do dia a dia, usando um fluxo estruturado (tipo kanban em Pipefy) para registrar contribuições e reduzir dependência do dono; isso ajuda controle, evita desperdício e distribui responsabilidade.
Em advocacia, ele comenta modelos ligados a resultado, como participação em “saving” tributário/recuperação: parte do valor gerado vira base para remuneração. Em marketing, ele sugere remunerar por leads qualificados (não por volume bruto), para evitar incentivo a tráfego ruim só para bater número.
O alerta final é que RV de curto prazo precisa ser objetiva e baseada em dados estruturados; quando vira subjetiva (“você foi bem”), tende a gerar conflito.
FAQ
O que é RV?
Remuneração Variável (RV) é um incentivo de curto prazo (comissão, bônus ou premiação) pago conforme regras e metas definidas.
Quais são as fórmulas mais comuns?
As mais usadas são: percentual sobre valor (ex.: 1% a 4% da venda), atingimento de meta x salário, múltiplo x target (com tabela de faixas) e quantidade x valor fixo (ex.: R$ X por ocorrência/entrega).
Dá para aplicar RV fora do comercial?
Sim, desde que exista um comportamento/resultado mensurável e rastreável por dados (sem depender de “achismo” ou avaliação subjetiva).
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